• academia de curadoria

IAC e Academia de Curadoria realizam Webinário Vigas-mestras sobre práticas curatoriais em arquivos

Nos dias 20, 21 e 22 de outubro, o evento apresenta as pesquisas realizadas pela Academia de Curadoria no acervo do IAC e traz convidados, como a artista Mabe Bethônico, que debatem sobre as potencialidades da utilização de arquivos no campo das artes


Para que servem arquivos, quando se pensa em arte? Ou quando se pensa em uma exposição? Realizado no formato virtual, o Webinário "Vigas-mestras: práticas curatoriais em arquivos" ​​ tem o objetivo de refletir sobre a importância dos acervos a partir de experiências com esses documentos para os estudos e práticas do campo das artes visuais. Tanto quanto fonte primária de pesquisa, como material para criação artística, servem de registro da memória e material para a elaboração de novas narrativas. Para isso, pesquisadores e artistas participam de 3 dias de debates, sempre das 16h às 18h.


No primeiro dia, 20/10, a doutora em Ciências da Informação e diretora técnica do Instituto de Arte Contemporânea, Marilucia Bottallo, abre o evento e conversa com os curadores da Academia, responsáveis pela exposição virtual “Vigas-mestras: outras narrativas concretas”, a partir dos fundos dos artistas Lothar Charoux, Sérvulo Esmeraldo, Willys de Castro, Luiz Sacilotto e Hermelindo Fiaminghi, depositados no IAC. A exposição pode ser visitada pelo site www.academiadecuradoria.com.br.


No dia 21/10, o professor da PUC-Rio, Fred Coelho que pesquisou as produções de Jards Macalé, Hélio Oiticica e a Cultura Marginal no Brasil , o artista e pesquisador Orlando Maneschy curador da Coleção Amazoniana de Arte da UFPA , o artista visual Wisrah Villefort ganhador da Swiss Arts Council Pro Helvetia Residency Grant , e a pesquisadora Carla Cruz diretora de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) discutem conceitualmente suas experiências na mesa “Arquivos contemporâneos em debate”.


Já no dia 22/10, a renomada artista visual, professora e pesquisadora Mabe Bethônico, que atualmente vive e trabalha entre o Brasil e a Suiça, apresenta uma fala inédita sobre seu trabalho a partir de arquivos de instituições como museus e escolas. Trabalhando com camadas de material histórico e de ficção, ela questiona a organização do conhecimento ao narrar processos de pesquisa.


O evento é gratuito e será transmitido pelo canal do Youtube da Academia de Curadoria. Haverá emissão de certificados para os interessados. Mais informações em www.academiadecuradoria.com.br e iacbrasil-online.com.



Sites e redes sociais:

www.academiadecuradoria.com.br

https://www.facebook.com/academiadecuradoria

https://www.instagram.com/academiadecuradoria

https://www.iacbrasil-online.com/

https://www.instagram.com/iacbrasil/


Contatos para a imprensa:


Vitor Borysow (Academia de Curadoria):

academiadecuradoria@gmail.com | (61) 98482-5054


Contato IAC


Rita Wirtti

Gerente de Desenvolvimento Institucional

ritawirtti@iacbrasil.org.br | (11) 97766-0008 | (11) 3129-4898

www.iacbrasil.org.br



Agenda


Webinário Vigas-mestras: práticas curatoriais em arquivos


> 20/ qua - 16h às 18h

// Webinário Vigas-Mestras | Apresentação de pesquisas no acervo do IAC Marilucia Bottallo e curadores da Academia de Curadoria falam sobre os fundos Sérvulo Esmeraldo, Hermelino Fiaminghi, Lothar Charoux, Willys de Castro e Luiz Sacilotto

Mediação: Marina Romano

Link: https://www.youtube.com/watch?v=MhUzfrreu9g

> 21/ qui - 16h às 18h

// Webinário Vigas-mestras | Arquivos contemporâneos em debate

Fred Coelho, Wisrah Villefort, Orlando Maneschy, Carla Cruz

Mediação: Rachel Vallego

Link: https://www.youtube.com/watch?v=kUOxAdY77U4

> 22/ sex - 16h às 18h

// Webinário Vigas-mestras | Conversa com Mabe Bethônico

Mediação: Ana Avelar e Lucas Alameda

https://www.youtube.com/watch?v=zvo0gd3YEQg


Sobre os convidados


Marilucia Bottallo é doutora em Ciências da Informação, Mestre em Artes, ambos pela ECA/ USP e Bacharel em História pela FFLCH/USP. Diretora Técnica do Instituto de Arte Contemporânea. Coordenadora da Pós-Graduação em Museologia, Colecionismo e Curadoria do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Foi Museóloga do MAM/SP, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do National Musem of American Art/Smithsonian Institute, do MAE/USP e coordenou o Centro de Memória da Fundação Bunge. Membro do Comitê Internacional de Museus (ICOM) onde foi Diretora e, atualmente, é membro do Conselho Consultivo. Criou o Grupo Experimental de Curadoria do Instituto de Arte Contemporânea. Curadora, entre outras, das seguintes exposições: “Deformações Dinâmicas – Willys de Castro” (IAC e itinerância no Paço Imperial); “Opostos Determinantes – Hércules Barsotti” (Galeria Frente); “Acolhida” (Programa de residência artística do Museu da Imigração); “Luzes da Memória” em parceria com Ricardo Resende (Instituto de Arte Contemporânea); “Épica do Espaço – Osmar Dalio” (Galeria Leme).


Fred Coelho é carioca, pesquisador, escritor, curador e professor de graduação em Literatura e de Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade no Departamento de Letras da PUC-Rio. Se formou e fez Mestrado em História no IFCS da UFRJ. No Doutorado, fez Literatura, pela PUC-Rio. Publicou, entre outros, os livros Jards Macalé – Eu só faço o que quero (Numa, 2020), Livro ou livro-me - os escritos babilônicos de Hélio Oiticica (EdUERJ, 2010), A Semana Sem fim – Celebrações e memória da Semana de Arte Moderna de 1922 (Casa da Palavra, 2012) e Eu, brasileiro, confesso minha culpa e meu pecado - cultura marginal no Brasil 1960/1970 (Civilização Brasileira, 2010). Trabalhou como assistente de curadoria do MAM-Rio entre 2009 e 2011.


Wisrah Villefort é artista visual. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Em seu trabalho, incorpora som, escultura, texto, fotografia, instrução, partitura e vídeo em instalações e trabalhos hipermídia que exploram a relação entre natureza e capital considerando a modernidade e o colonialismo. Coleções e comissões institucionais incluem Kadist, França; e Instituto Moreira Salles, Brasil. Em 2020, participou do programa de residência Pivô Pesquisa. Exposições recentes incluem exposições individuais em Goswell Road, Paris; e na GUAVA, Brasília; e coletivas na 14ª Bienal de Curitiba; OLHÃO, São Paulo; e MASSIMO, Milão. Entre próximos projetos estão SALTS, Basel; Centre d'Art Waza, Lubumbashi; e residência artística na La Becque, Tour-de-Peilz, para qual Villefort recebeu o Swiss Arts Council Pro Helvetia Residency Grant.


Orlando Maneschy vive e trabalha em Belém, Pará. É pesquisador, artista, curador independente e crítico. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Realizou estágio pós-doutoral na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É professor na Universidade Federal do Pará, atuando na graduação e pós-graduação. Coordenador do grupo de pesquisas Bordas Diluídas (UFPA/CNPq). É articulador do Mirante – Território Móvel, uma plataforma de ação que viabiliza proposições de arte. É curador da Coleção Amazoniana de Arte da UFPA.


Carla Cruz vive e trabalha em Brasília. É graduada em Teoria, Crítica e História da Arte pela UnB e Mestra em Cooperação Internacional pela Universidade de Leeds. Atualmente é Diretora de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Museus - Ibram. É pesquisadora da Academia de Curadoria. Seus interesses perpassam, além da curadoria, a história dos processos museológicos e a gestão de coleções e acervos.


Mabe Bethônico nasceu em Belo Horizonte e mora em Genebra desde 2018. Em seu trabalho, ela elabora a partir de arquivos e instituições como museus e escolas. Trabalhando com camadas de material histórico e de ficção, ela questiona a organização do conhecimento ao narrar processos de pesquisa. Muitos deles consideram a extração mineral, destruição e dependência perpetuada pela indústria da mineração. Produz instalações, publicações e palestras, assumindo formatos pedagógicos, incorporando também a sua função de professora. Entre 2001 e 2020, Mabe Bethônico lecionou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente leciona na HEAD – Genève e é pesquisadora da École Supérieure d'Art Annecy Alpes, no âmbito do projeto “Effondrement des Alpes”. O trabalho de Bethônico tem sido mostrado regularmente em todo o Brasil e Europa. Participou da Bienal de São Paulo [2006 e 2008] e da Bienal de Arquitetura de Veneza, atualmente em cartaz. Ela faz parte do grupo internacional de artistas World of Matter [2010-2018] (http://www.worldofmatter.net/). Ela tem mestrado [1993] e doutorado [2000] pelo Royal College of Art, Londres, e fez pesquisa de pós-doutorado sobre o geógrafo suíço Edgar Aubert de la Rüe no Musée d'Ethnographie de Genebra em 2013-14.


Sobre a Academia de Curadoria


A Academia de Curadoria é um Grupo de Pesquisa (CNPq/UnB), criado em 2021, que desenvolve estudos curatoriais e oferece suporte, por meio de parcerias, a instituições, fundações, espaços independentes e artistas, que desejam desenvolver projetos pedagógico-curatoriais, mas cuja estrutura é insuficiente, seja física, digital ou de pessoal. O Instituto de Arte Contemporânea (São Paulo - SP), o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo da Ufpel (Pelotas - RS) e o Museu Nacional da República (Brasília - DF), são as primeiras instituições a realizarem projetos com a Academia.


O grupo é coordenado por Ana Avelar, professora de Teoria, Crítica e História da Arte, na Universidade de Brasília (UnB). Seus integrantes são acadêmicos em diversos níveis (graduação e pós-graduação), e pesquisadores independentes, localizados em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto, Portugal. Por meio de seus Seminários Permanentes, a Academias realiza discussões online com convidadas e convidados, brasileiros e internacionais, sobre temas que dizem respeito à curadoria hoje. As lives já realizadas podem ser vistas no canal: www.youtube.com/c/AcademiadeCuradoria



Sobre o IAC – Instituto de arte Contemporânea:


Única instituição no país voltada exclusivamente à preservação de arquivos pessoais de artistas visuais brasileiros, o IAC – Instituto de Arte Contemporânea surgiu em 1997 para a preservação inicial de dois acervos confiados a Raquel Arnaud: Willys de Castro e Sergio Camargo. São 23 anos de credibilidade, incluindo dois Prêmios APCA, em 2006, como melhor iniciativa cultural do ano e em 2021, como melhor atividade cultural na área das artes visuais em 2020. Com sede própria desde 2020, o IAC operou até então por meio de parcerias institucionais com a Universidade de São Paulo (2006-2011) e com o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2011-2019).


Se de um lado, com seu potente Núcleo de Documentação e Pesquisa, atende a estudiosos, de outro, o IAC oferece ao público exposições que revelam o processo de trabalho de grandes nomes da arte brasileira, além de cursos, palestras e workshops. Pela interface on-line ainda, pesquisadores de qualquer parte do mundo podem ter acesso ao acervo por meio de seu banco de dados.


Atualmente o acervo conta com mais de 60 mil documentos, dos artistas: Amilcar de Castro, Antonio Dias, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Ivan Serpa, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo e Willys de Castro e do arquiteto Jorge Wilheim. Até o final de 2022, o IAC se prepara para receber os acervos de Carmela Gross e Rubem Ludolf.